Blog Lynaldo Cavalcanti

Plástico criado na UFPR reduz para 5 meses tempo de decomposição do produto

10

fev

2020

A professora Michele Rigon Spier e o estudante de mestrado Luis Alberto Gallo Garcia integram equipe de trabalho que desenvolveu formulações de plástico biodegradável  - Divulgação/UFPR

Pesquisadores do Paraná desenvolveram uma embalagem biodegradável que pode se tornar uma nova alternativa para sacolas e sacos plásticos de lixo disponíveis no mercado. Enquanto os materiais convencionais, oriundos do petróleo, levam mais de 100 anos para se decompor no meio ambiente, testes no Laboratório de Engenharia Bioquímica e Biotecnologia (Lengebio), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), demonstraram que o composto produzido em Curitiba precisaria de cinco meses para se desintegrar totalmente no solo.

Hoje, sacolas consideradas oxibiodegradáveis – que se degradam com apoio de aditivos, na presença de oxigênio e incidência de luz e calor em sua superfície, podem resistir até três anos depois de enterradas.

Mesmo após a oxidação, esses materiais não desaparecem totalmente, deixando microplásticos que ainda podem ser encontrados no oceano ou no organismo de animais. Já os materiais biodegradáveis se decompõem pela ação de micro-organismos vivos em até 180 dias, conforme estabelece normativa da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O estudo paranaense, que vem sendo feito há dois anos, resultou em duas formulações com propriedades parecidas – uma branca, com base em amido, e outra verde, com base em amido e algas. Ambas foram desenvolvidas de forma paralela, com aditivos biodegradáveis, compostos de fonte renovável e outros ingredientes mantidos em sigilo. “As duas podem ser usadas pra substituir o plástico convencional. A vantagem do plástico verde é que ele tem uma aceleração da degradação do solo em 7%, comparado com o de base amido. A desvantagem é que tem um custo um pouquinho maior”, explica a coordenadora da pesquisa, a engenheira de alimentos Michele Rigon Spier, 42 anos, do departamento de Engenharia Química da UFPR. Além dela, a equipe de trabalho conta com estudantes de mestrado e doutorado da UFPR e a colaboração do professor Fábio Yamashita, da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Veja aqui a matéria completa.

(UOL)

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